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ARTIGO: Ferramentas de Comparação – Análises de Risco

Existem diferentes ferramentas de análise de risco qualitativas para a identificação de perigos e riscos para as plantas industriais. Cada técnica apresenta seus objetivos, benefícios, limitações e aplicabilidade.

Apresentamos abaixo uma ficha comparativa sobre as principais ferramentas de Análise de Risco para te auxiliar na seleção da técnica mais apropriada para o objetivo do seu estudo. Confira!

Diretrizes sobre quando devemos utilizar APPP, APPS, AST, What if, HAZOP

Técnica Características Utilização
APPP ou APRP

 

Análise Preliminar de Perigos de Processo

ou

Análise Preliminar de Risco de Processo

Ø    Técnica utilizada para a identificação prematura dos perigos existentes em unidades industriais, e sua classificação em termos de frequência de ocorrência, severidade e risco

Ø    Restringe-se, basicamente, em Pequena Liberação e Grande Liberação, com causas como Vazamentos ou Rupturas respectivamente

Ø    Classifica o cenário em termos de Frequência, Severidade e Risco, permitindo a hierarquização das Recomendações

Ø    Aborda somente problemas para segurança e meio ambiente

Ø    Parque de estocagem

Ø    Plantas químicas ou petroquímicas, onde não há interesse em se estudar desvios de processo, e sim, ter uma visão geral dos perigos relacionados a vazamentos e Rupturas

APPS

 

Análise Preliminar de Perigos para Serviços

Ø   Técnica utilizada para a realização de serviços, e sua classificação em termos de frequência de ocorrência, severidade e risco

Ø   Empregada para análise de tarefas de manutenção e obras

Ø   Análise de Riscos de Acidentes Não Relacionados com o Processo

Ø    Possibilitam a utilização de análises anteriores como referência

Ø   Recomendações geradas pelas análises podem atuar sobre a causa ou efeito

Ø   Classifica o cenário em termos de Frequência, Severidade e Risco, permitindo a hierarquização das Recomendações

Ø   Deve ser realizada antes do início de cada serviço, inclusive como forma de planejamento

Ø   Avalia as influências geradas pelas vizinhanças

Ø   Aborda somente problemas para segurança e meio ambiente

Ø    Serviços como choques mecânicos, contato com superfícies energizadas, contato com ferramentas perfuro-cortantes, trabalhos em alturas, etc

Ø    Muito utilizado como método de reciclagem da equipe que participará dos serviços

HAZOP

 

Análise de Perigos e Operabilidade

Ø    Técnica utilizada para a identificação dos desvios e consequências existentes em unidades industriais, desde o seu projeto, e sua classificação em termos de frequência de ocorrência, severidade e risco

Ø    Avaliação e resultados mais detalhados

Ø    Requer mais recursos e informações das instalações

Ø    Pode avaliar também os efeitos operacionais, além de abordar problemas para segurança e meio ambiente

Ø    Classifica o cenário em termos de Frequência, Severidade e Risco, permitindo a hierarquização das Recomendações

Ø    Plantas de processo mais complexas que parque de estocagem

 

Ø    Plantas químicas ou petroquímicas, onde existe o interesse em se estudar mais profundamente cada possível causa de ocorrências para os diversos tipos de desvios de processo, indo além das análises de liberação por vazamento ou ruptura

AST

 

Análise de Segurança da Tarefa

Ø   Utilizado para identificar perigos e potenciais acidentes que podem ocorrer durante a execução da tarefa

Ø   Determinar equipamentos e controles apropriados para reduzir o risco

Ø   Possibilitam a utilização de análises anteriores como referência

Ø   Conjunto de perigos parecidos com os utilizados na APPS

Ø   Recomendações geradas pelas análises podem atuar sobre a causa ou efeito

Ø   Não Classifica o cenário em termos de Frequência, Severidade e Risco, não permitindo a hierarquização das Recomendações

Ø   Não existe a necessidade de elaboração de nova AST a cada serviço executado. A AST é padrão para a Tarefa

Ø   Apenas observa os aspectos relacionados à tarefa

Ø   Utilizada para estudos de tarefas

Ø   Objetivo principal de se encontrar um caminho seguro para execução de uma dada função especificada (tarefa), sem preocupação específica com o entorno

What if Ø    Técnica de brainstorm sobre um determinado processo

Ø    Avaliação de possíveis desvios de projeto, construção, modificação ou operação de um sistema

Ø    Identificadas possíveis situações acidentais, suas consequências, se existem ou não salvaguardas, e então sugerem alternativas para redução do risco

Ø    Não Classifica o cenário em termos de Frequência, Severidade e Risco, não permitindo a hierarquização das Recomendações

Ø   Utilizada para estudos de tarefas

Ø   Objetivo principal é forçar a reflexão quanto ao entorno da área em que se vai avaliar uma tarefa

EXEMPLOS DE PLANILHAS PARA CADA TÉCNICA
APPP OU APRP – ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGOS/RISCO DE PROCESSO

 

APPS – ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGOS EM SERVIÇOS

HAZOP – HAZARD AND OPERABILITY ANALYSIS

AST – ANÁLISE QUALITATIVA DE RISCO DE UMA TAREFA

WHAT IF – E SE…?

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